COMO A EDUCAÇÃO DIGITAL PODE SE ALIAR À APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA?

CAROLINA BRANT, DESIGNER PEDAGÓGICA DA GEEKIE, FALA UM POUCO SOBRE COMO A DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO DIGITAL PODE SE ALIAR À APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA. LEIA!

Na Geekie, a Educação Digital está pautada em um tripé composto de riscosdesafios oportunidades que o mundo digital proporciona. Além disso, a disciplina vai além da mera formação para a cidadania digital. Junto com o aprendizado que envolve disponibilizar insumos para o alcance dessa cidadania, está também a intenção de fazer com que essa seja uma aprendizagem significativa e aplicável ao dia a dia de cada estudante.

Educar para a cidadania digital vai além da simples compreensão de conceitos. Não é apenas fazer com que se entenda, por exemplo, o que são pegadas digitais. Mas é fazer que sua relevância e importância sejam vistas e compreendidas na prática. Ou seja, que estudantes reconheçam que pegadas digitais influenciam na forma como cada pessoa é vista na internet e como a reputação on-line (que pode influenciar em um futuro emprego, relacionamento ou vaga acadêmica) é construída diariamente por meio desses rastros digitais que deixamos e que devem ser monitorados por cada um.

Para nós, é importante saber reconhecer quando se está diante de fake news. E, mais importante, ainda, é ter senso crítico diante de qualquer informação que esteja disponível. Relevante mesmo é saber o que compartilhar, saber como agir e saber quando algo é realmente útil para a construção do seu próprio aprendizado e o de sua turma ou quando é apenas parte de um movimento que só gera mais conflito e segrega opiniões na rede.

Ser crítico diante de informações é essencial, ainda mais quando é apenas parte de um movimento que só gera mais conflito e segrega opiniões na rede.


É POSSÍVEL A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM EDUCAÇÃO DIGITAL?

Possibilidades não faltam nessa esfera. Tomando por base que a memória associa melhor a aprendizagem quando ela vem acompanhada de um significado, trazemos para a sala de aula casos reais e próximos à vida de cada estudante de Educação Digital.

Fazendo uso de metodologias ativas, abrimos espaço para discussões sobre fatos reais, que poderiam ter acontecido na vida dos próprios alunos ou de pessoas muito próximas. Esses casos agregam valor não só ao que é aprendido, mas impulsionam o protagonismo e a aprendizagem colaborativa dentro da sala de aula.

Com isso, faz-se possível desenvolver, claramente, outras competências bastante relevantes na formação de estudantes, reconhecidas, inclusive na BNCC. Vemos, por exemplo, o exercício da empatia, do diálogo, o desenvolvimento de pensamento crítico, da cooperação e capacidade de resolução de problemas.

As metodologias ativas impulsionam o protagonismo e a aprendizagem colaborativa dentro da sala de aula.


ESSA APRENDIZAGEM ESTÁ RESTRITA ÀS AULAS DE EDUCAÇÃO DIGITAL?

A formação da cidadania digital não se restringe às aulas de Educação Digital e nem mesmo pode se dizer que a aprendizagem significativa esteja restrita à disciplinas “inovadoras” ou não tão comuns.

Trazer significado para a sala de aula é possível em qualquer disciplina e os resultados são gratificantes. Conhecer o universo dos estudantes e exercer uma escuta ativa sobre suas necessidades é um dos caminhos a se seguir, que proporciona a aproximação e o diálogo. Já trouxemos aqui no InfoGeekie vários exemplos de aprendizagem significativa em diversas disciplinas, em diferentes escolas, usando variadas metodologias. Que tal se inspirar em algumas e testar algo novo em sua turma? E, se quiser, compartilhe conosco como foi essa experiência!

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* Carolina Brant é Designer Pedagógica da Geekie, bacharel em Direito com LL.M. em Direito Empresarial e está cursando o programa de certificação em Social-Emotional Learning and Character Development pela Rutgers School of Arts and Science em parceria com College of Saint Elizabeth. Tem experiência com Direito da Tecnologia, apaixonada por educação, encontrou seu caminho contribuindo para o time de Educação Digital da Geekie.

EDUCAÇÃO DIGITAL: O PASSO NECESSÁRIO NA FORMAÇÃO DA CIDADANIA (DIGITAL)

O QUE É EDUCAÇÃO DIGITAL? É UM PASSO FUNDAMENTAL À FORMAÇÃO DOS JOVENS DO SÉCULO XXI PARA O PREPARO DE CIDADÃOS CAPAZES DE CONVIVER NESSE MUNDO E COMPREENDER SEUS RISCOS, DESAFIOS E OPORTUNIDADES. LEIA MAIS!

A mudança de padrão da sociedade é inegável. Quando antes a propagação da informação estava limitada a recursos tecnológicos controlados por uma mídia centralizada, hoje, ela já não tem limites. A cada segundo, qualquer informação pode ser captada em tempo real e de qualquer lugar do mundo, da palma da mão, bastando um clique.

Nesse cenário, educar alunos que já são nativos digitais passa a ser um grande desafio. Precisamos compreender que os alunos não veem a tecnologia da mesma forma que muitos de nós vemos, ou seja, como uma inovação. Para eles, tecnologia nada mais é do que uma parte natural do mundo em que vivem – eles aprendem desde cedo a manusear qualquer dispositivo eletrônico que caia em suas mãos.

Porém, não podemos partir do pressuposto de que tal naturalidade signifique destreza e domínio de tudo. Pelo contrário. Se ainda estamos aprendendo a lidar com os recursos tecnológicos, tendo como suporte toda a vivência e aprendizados passados, os jovens de hoje caem quase em queda livre nesse universo, mas nem sempre contando com as malícias e o pensamento crítico para discernir os limites entre o real e o fictício.

Como professores responsáveis pela educação digital nesse universo, passamos, também, a ter o papel de moldar comportamentos para ajudar os jovens a lidar com os riscos desse mundo, aproveitar as oportunidades em favor da construção de uma sociedade melhor e, também, superar os desafios com responsabilidade e ética.

E nisso, surge a relevância de se tratar de Educação Digitalnão só dentro de casa, mas, também, nas escolas. A cultura digital está aí e não podemos negar a relevância de ela ser incorporada também à educação.

Pautados na ideia de que a tecnologia traz consigo riscos, desafios e oportunidades, nós da Geekie iniciamos o trabalho de construção da disciplina de Educação Digital.

Nesse caminho, queremos formar não apenas cidadãos capazes de interagir no mundo online offline, mas também, que tenham conhecimento do potencial que possuem para contribuir para o mundo em que vivem e saber como bem usar todo esse potencial.

Com isso, entendemos que Educação Digital não se limita a interagir com os novos dispositivos tecnológicos, que são muitos e mudam todos os dias. Mas acreditamos que esse deve ser um conteúdo que agregue, de forma significativa, à vida prática dos alunos.

QUEREMOS EDUCÁ-LOS PARA VIVER NO MUNDO, NÃO SÓ DE AMANHÃ, MAS DE AGORA.

Por isso, acreditamos que o mais importante, neste momento, é possibilitar o desenvolvimento das diversas habilidades pessoais (relevantes inclusive para o mercado de trabalho). Isso, porque, talvez estejamos preparando-os para trabalhos que ainda nem existam e para enfrentar desafios que não conhecemos. Mas, sabemos que uma pessoa que tenha pensamento crítico, empatia, espírito colaborativo, atue com responsabilidade, ética e colaboração, terá um diferencial em qualquer cenário que se insira.

São essas habilidades, por exemplo, que irão ajudar os alunos a compreender as dificuldades de se apagar qualquer rastro na rede para que tenham consciência ao postar algo ou compartilhar uma postagem online. Irão ajudar os alunos a usar a rede de uma forma consciente e com segurança, para que não compartilhem, em qualquer momento, seus dados pessoais e bancários com terceiros, para que se protejam e tenham cuidado com conteúdos dos outros.

Irão auxiliar na construção do pensamento crítico, para que saibam absorver a infinidade de conteúdos disponíveis na rede e não se deixem enganar por qualquer notícia ou dado publicado. Além de tudo, irão formar cidadãos capazes de compreender que o meio digital é composto de pessoas que possuem sentimentos e que a gentileza deve se estender para além do mundo físico.

Esses são apenas alguns exemplos das implicações da cultura digital nas vidas de nossos alunos e, igualmente, nas nossas vidas. Nossa crença é a de que o conhecimento seja construído com os alunos, dando a eles a autonomia para assumir sua aprendizagem. Assim, o crescimento é contínuo, aproveitando-se as facilidades que os jovens possuem no trato com a tecnologia e o que podemos contribuir de vivência para o dia a dia de cada um.

Se o universo que estamos inseridos já se mescla bastante entre o virtual e real, a Educação Digital passa a ser um passo fundamental e inerente à formação dos jovens para o preparo de cidadãos capazes de conviver nesse mundo e compreender seus riscos, desafios e oportunidades, fazendo o uso adequado de cada um deles.

* Carolina Brant é Designer Pedagógica da Geekie, bacharel em Direito com LL.M. em Direito Empresarial e está cursando o programa de certificação em Social-Emotional Learning and Character Development pela Rutgers School of Arts and Science em parceria com College of Saint Elizabeth. Tem experiência com Direito da Tecnologia, apaixonada por educação, encontrou seu caminho contribuindo para o time de Educação Digital da Geekie.

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A CORRESPONSABILIDADE DA ESCOLA E DOS PAIS NA EDUCAÇÃO DIGITAL DA GERAÇÃO Z

EM SUA COLUNA PARA A TRIP TRANSFORMADORES, SASSAKI, FUNDADOR DA GEEKIE, REFLETE SOBRE A CORRESPONSABILIDADE DA ESCOLA E DOS PAIS NA PREPARAÇÃO DOS ALUNOS DA GERAÇÃO Z.

Trabalhando com tecnologia educacional, não deve ser nenhuma surpresa que tenha escolhido para minhas filhas, Yasmin e Luana, uma escola com material didático primordialmente digital. O ambiente virtual é parte da rotina delas, ainda que tenham apenas 8 e 10 anos; está presente na comunicação, no entretenimento e, agora, também, no processo de aprendizagem – isso me entusiasma, mas também me preocupa como pai de duas pré-adolescentes que estão crescendo em um universo completamente diferente daquele que eu vivi na minha época de escola.

Quando eu estava no colégio, havia um leque de opções quanto a qual caminho seguir após a formatura: eu seria médico, advogado, engenheiro, professor…? Escolha feita, a trajetória era mais ou menos clara e linear: envolvia decorar o conteúdo, tirar boas notas, fazer simulados e entrar na universidade. Isso, com certeza, garantiria que eu conquistasse um bom emprego.

A matéria foi publicada originalmente no portal TRIP Transformadores e pode ser lida clicando aqui. 

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